quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Amores Imperfeitos

Fico com a frase “... e amores imperfeitos são as flores da estação” daquela musiquinha bonitinha do Skank na cabeça e neste exato momento me lembro da eterna insatisfação de todos aqueles que amam, amaram, ou pretendem faze-lo.

Como bom ariano que sou, sou eterno fã dos jogos de sedução, da conquista, da luta intensa para ter o amor de alguém. Porém, contudo, todavia, entretanto (“prolixia” aqui é mato) “inexplicavelmente” depois de meses de luta constante, cortejos às donzelas das mais difíceis e horas empenhadas na arte do galanteio, simplesmente perdia todo o interesse pela pessoa que outrora dominavam meus pensamentos.

Recordo de um relacionamento tão antigo quanto a história do mundo em que isto aconteceu de forma tão latente que me fez perceber que relacionamentos duradouros poderiam não servir para mim.

Era verão, ou não, este tempo doido não me permite lembrar com clareza. Mas o fato é que fazia calor, muito calor. Então conheci Lo (Deixemos claro aqui, que Lo é apenas uma referência a pessoa, que não se chama Lo e tampouco era conhecida como tal). Pois então, Lo não era das mais lindas, nem das mais simpáticas, nem das mais nada, era mais uma entre tantas, mas sua amiga me disse um frase e daí já bastou: ELA É DIFÍCIL!

Pra que ela foi dizer isso? Imediatamente, me pus a galantear a donzela. Difícil que ela era, sua fama de beata de igreja não podia se diferir muito, ou vice-versa. Mas, o fato é que até passei a ir mais à missa. Todo domingo lá estava eu, e, é claro, a donzela. Assistia toda a missa de forma exemplar, até consegui não conversar durante a homilia, e isto era difícil.

E foi assim durante meses, no mínimo uns 3. Daí vieram as festinhas e nesta altura já era quase junho. E por mais que eu investisse a garota não se deixava cair em tentação. Era chamego, carinho, algumas frases feitas, porém inéditas. Me desdobrava em mil – detalhe, na época eu era um durango, não tinha um puto no bolso, então ficava ainda mais difícil. No fim das contas, um belo dia consegui.

Não lembro o que falei, nem como falei, nem por que falei, só sei que consegui. Fiquei com a minha musa, o meu Graal, me objeto de desejo, obsessão e paixão. Pela primeira vez, senti que podia ser determinado em algo, tinha uma história linda para contar para meus filhos e posteriormente para meus netos. Coisas muito bacaninhas que pensei por exatos 3 dias.

Foi coisa tipo assim: Ficamos dia 10, 11, 12 e 13 e despachei a garota no dia 14. Foi uma coisa terrível, pra ela é claro. Nunca tive problema para romper qualquer tipo de coisa. Ouve gritos e choro, fui chamado de cachorro, enganador, mentiroso, canalha e algumas coisas que minha mãe não se orgulharia nada de ouvir a meu respeito.

E depois de devanear por essa história insólita de minha vida, eu me lembrei que queria falar sobre amores imperfeitos, mas acabei falando sobre outra coisa totalmente diferente. Desatenção da P($*)#(*$.

Só para não decepcionar quem chegou até aqui a procura de uma palavra sobre os amores imperfeitos, sirvo-lhe uma frase: Todo amor é imperfeito. Então para de reclamar de seus cônjuge, ou ex-cônjuge e aceite a vida como ela é. Principalmente, as mulheres. Com a falta de homem que está no mercado, o melhor a pensar é “Em terra de cego quem tem olho é rei”. Aos homens, que se dispôs a ler um texto sobre amor, vai aí mais uma dica. Se todos dão em cima de sua mulher troque-a por uma feia, ter ciúmes deste tipo de cidadã é a mesma coisa que colocar alarme em Fiat 147. E se você não quiser trocar pense assim: Melhor dividir um filé de vez em quando, do que roer osso sempre.

That´s all folks.

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