quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Poeta Frio e Concreto

Poesia fria e concreta
Que ataca a felicidade de quem cerca
Que mata a esperança de quem tenta
Que traz a rios abundantes a seca

Poeta frio e concreto
Demasiado longe da ilusão
Demasiado perto da solidão
Descrente da força de uma paixão

Poesia fria e concreta
Concreta como asfalto e fria como gelo
Que traz neve ao mais caloroso verão de janeiro
Que substitui a cadencia do amor pelo odor do desespero

Poeta frio e concreto
Que vive um pesadelo desperto
Que conhece a amargura de perto
Que vaia o bobo e vaia o esperto

Poesia fria e concreta
Que dos mais doces sonhos desperta
Que sombreia a cidade, silenciosa e discreta

Poeta frio e concreto
Que um dia amou com fervor
Que um dia desconhecia o pudor

Poesia fria e concreta
Que diante dos que amam desconcerta
Que seus maiores medos te entrega

Poeta frio e concreto
Que já viveu como vive no sonho
Que morreu como se fosse um estranho

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