Recentemente, foi sancionada a lei “Tolerância Zero” que pune rigorosamente todo o cidadão que estiver dirigindo como uma quantidade mínima de álcool, um chopp já é suficiente para a punição. Para os mais desavisados, o motorista que for pego com dois decigramas de álcool por litro de sangue que correspondem a um décimo de miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões no caso de análise por bafômetro, pagará uma multa de 955 reais, perde a carteira por um ano e caso envolvido em acidente poderá ser indiciado por homicídio doloso (quando há a intenção de matar) e pegar até 20 anos de cadeia.
Como tudo na vida, a lei tem seus lados positivos e negativos. Mas venho sugerir aos políticos mais uma lei de Tolerância Zero. Tolerância Zero contra a corrupção. Seria algo bem prático e viável. Funcionaria mais ou menos da seguinte forma, o político que for comprovado que desviou a quantia mínima de R$0,01 centavos, seria multado e teria o cargo cassado assim que surge a comprovação do ato. Assim como acontece com os cidadãos que depois de uma semana cheia resolvem tomar um chopp e ao ser abordado dirigindo “alcoolizado” tem sua carteira tomada. Afinal, assim como na lei de Tolerância Zero atual, o que importa não é a quantidade e sim o ato de ter álcool no organismo ou dinheiro na cueca.
Aí queria ver os mensaleiros, os sanguessugas, os desvios do dinheiro da merenda escolar, os caixas dois, os laranjas, enfim todos esses bananas nas cadeias, respondendo pelos seus crimes de forma severa. Sem CPI`s, afinal se foi pego com álcool, não adianta entrar com recursos e mais recursos, vai ficar sem a carteira mesmo, não vai ter uma CPI para investigar e descobrir como o álcool chegou ali, ele estava ali e pronto acabou.
Assim como acontece com o cidadão que se recusa a fazer o bafômetro ou o exame de sangue, que nada mais é que gerar provas contra si. O político que dificultar o processo de investigação quanto ao suposto desvio deveria já começar o seu julgamento com a balança desfavorável, afinal, com a gente vai ser assim.
Por fim, a grande diferença entre as duas leis. A primeira e que está em vigor atinge todos. Atinge quem presta e quem não presta. Atinge quem bebeu só pra se divertir e quem bebeu pra fazer bobagem. A segunda não, a segunda atinge, única e exclusivamente, os nossos políticos desonestos, porque quem desvia – que desvia o que né?! ROUBA mesmo – merece ir pra cadeia. E que os justos continuem seu trabalho e use o seu novo lema: Se for eleito não roube, se for roubar não me chame. Algum deputado quer abraçar a causa? Aguardo retorno.